
O caso que envolve uma ex-funcionária da empresa Kaito Motos, em Ivaiporã, continua repercutindo e ganhando novos desdobramentos. A situação já havia sido noticiada após a prisão da suspeita, acusada de direcionar pagamentos de clientes para sua conta pessoal. Até a semana passada, mais de 40 pessoas já haviam procurado a Polícia Civil, e o prejuízo pode chegar a cerca de R$ 500 mil.
Em meio às investigações, a Justiça concedeu uma decisão liminar favorável a um morador de Jardim Alegre, representado pelo advogado Rafael Frizon, responsável pela ação. O cliente adquiriu duas motocicletas junto à empresa, sendo que uma delas chegou a ser entregue. No entanto, mesmo após efetuar pagamentos à então funcionária, foi surpreendido com a informação de que estaria inadimplente junto à empresa.
Na decisão, o juiz reconheceu indícios de que o cliente realizou os pagamentos de boa-fé diretamente à funcionária, que era identificada como vendedora da empresa e possuía vínculo empregatício de longa data. Diante disso, foi aplicado o entendimento de que a empresa pode responder pelos atos praticados por sua representante, especialmente quando o consumidor não tem meios de perceber eventual irregularidade.
Com a liminar, a Justiça determinou que a empresa não pode, neste momento, tomar medidas contra o cliente em relação às parcelas já pagas, como rescindir o contrato, retomar o veículo, aplicar multas ou incluir seu nome em cadastros de inadimplentes. Também foi fixada multa diária em caso de descumprimento da decisão.
O caso segue sendo investigado. A empresa Kaito Motos tem afirmado que não compactua com qualquer irregularidade, informou que a funcionária foi desligada e também se considera vítima da situação. Já a ex-funcionária nega as acusações e afirma que irá provar sua inocência.



































































































































































































































